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Depois de mais
de dois meses de recesso a câmara Municipal de Campina
Grande retorna aos trabalhos parlamentares para se reunir
três vezes por semana até junho e depois do do Maior São
João do Mundo, em julho, apenas uma sessão por semana, já
que os senhores vereadores terão que, até outubro, partir
para o "sacrifício" de catar votos para a reeleição.
A sessão
desta quinta-feira será festiva, contando com a presença do
prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) que, de fato, não
tem mais oposição na Casa, a não ser a voz isolada de João
Dantas (PSD) que insiste e não desiste em bater de frente
com executivo que tem aprovado matérias atrás de matérias e
sem muita dificuldade.
Isso prova o
uso perfeito do poder e demonstra de forma inteligente que
manda quem pode e obedece quem tem juízo, enfim, quem tem a
caneta na mão e sabe escrever bem o dever de casa, termina
se tornando o centro das atenções e, queiram ou não os do
contra, ensinando a lição a muitos que nem precisavam
aprendê-la.
Essa morgada
posição da oposição, talvez seja responsável pelo raquitismo
da sua pré-candidatura a prefeito e da indecisão da maioria
em dizer quem fica com quem, quando o óbvio seria todos se
unirem em torno de um só nome, no caso, do tucano Romero
Rodrigues, o indicado por Cássio Cunha Lima, o senador.
Com Cássio
tendo a sua liderança abalada ou sendo desobedecido,
cresce a candidatura da deputada estadual Daniela Ribeiro
(PP) que tem um irmão ministro e dizendo ter asas próprias
para voar tenta um voo mais alto do que o do tucano Romero
que vive o drama do fogo amigo que tenta queimá-lo no
próprio ninho.
Abre-se
também espaço para o deputado Guilherme Almeida (PSC), que
manteve-se acanhado à espera da mão amiga do prefeito
Veneziano, não a teve e agora tenta decolar, na difícil
missão de encontrar partidos e lideranças que queiram
segui-lo, quase partindo do zero, quase sem fôlego para
respirar entre a situação e a oposição.
Deixa brecha
para as cutucadas da reitora Marlene Alves que ganhou espaço
na mídia ao encarar o governador Ricardo Coutinho em nome da
autonomia financeira da UEPB e para a tentativa de arrancada
do vereador Fernando Carvalho (PTdoB), que em matéria de
apoio, até agora, está sem eira e sem beira.
Por isso, o
prefeito Veneziano, tem, com o seu discreto (para o público)
e agressivo jeito de agir, (nos bastidores), tem botado
muita gente boa para dançar, colocado os adversários na roda
e, escancaradamente, aberto espaço gigantesco para a
candidata dele, do grupo político dele e do partido dele, a
secretária Tatiana Medeiros.
Lembramos
que, como médica, ela tem operado com precisão cirúrgica
desde que pretendeu ser candidata e dado o tom da campanha
que já está nas ruas, não se sabendo se continuará a navegar
tão bem que chegará ao segundo turno, quando o jogo zera e
com a Câmara Municipal eleita se vai para o "salve-se quem
puder".
Pergunta-se:
e o que o vereador tem a ver com isso?
Resposta: o
vereador vive na base, perto do povo, na comunidade.
Conclusão: é
o melhor cabo-eleitoral, quando quer ser, numa eleição
municipal.
Aviso aos de
olhos grandes: Quem quer muito termina ficando sem nada.
Como moça bonita que bota banca pra tudo que é rapaz e
termina ficando no caritó. Morrendo feda.
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